O título deste post estava pronto desde o primeiro jogo da final da Sul Americana entre Ponte Preta e Lanús. Mesmo que na partida de ontem a Ponte não tenha sido tão guerreira como em outras partidas da mesma competição, o título é apropriado pela campanha apresentada pelo time campineiro.Os torneios mata-mata são emocionantes por isso, fazem de times com menor orçamento gratas surpresas no âmbito de um esporte cada vez mais previsível. Há de se ater aos duelos da Ponte contra Velez e São Paulo, respectivamente nas oitavas e quartas de final, partidas que em nada lembravam a campanha medíocre que a macaca apresentou no campeonato brasileiro.Durante toda a competição o time usou o artifício do contra-ataque, por nada tal medida pode ser chamada de covarde, cada qual usa a maneira que lhe é mais cabível. O time comandado por Jorginho jogava basicamente em função do seu artilheiro, William, entretanto o atacante ficou fora dos últimos confrontos e coube a Leonardo a função de meter a bola para rede. Responsabilidade essa que não foi decepcionada, Leonardo virou destaque de uma equipe que já contava com a segurança do goleiro Roberto, a velocidade dos jovens Baraka e Ferrugem e principalmente da precisão de Felipe Bastos nas cobranças de falta.Nestes dois confrontos contra os argentinos a Ponte Preta jogava em 180 minutos uma história sofrida de 113 anos. Um time campeiro, um dos maiores do interior do Brasil, que nunca havia conquistado um título sequer- será que a segunda divisão Paulista de 1969 pode ser considerado como um título? Sem preciosismo, por favor-. O quase título mais importante da escuderia viria a ser o vice campeonato paulista de 1977 em que numa final épica contra Corinthians, que contou com 150 mil pessoas no Morumbi, a equipe após forçar o terceiro jogo da final, já que o timão havia vencido o primeiro por 1 a 0 e a Ponte o segundo por 2 a 1, Basílio sacramentou a vitória corinthiana, dando um alívio a 23 anos de jejum em títulos paulistas.Sem dúvida a torcida pontepretana é uma das mais apaixonadas do país. Uma torcida qua não abandona o time mesmo nas situações mais difíceis, quer situação mais difícil do que nunca levantar um torneio de expressão? E faz do Majestoso um palco de espetáculo. A Ponte foi guerreira nesta Copa Sul Americana como sempre foi ao longo de sua história.Matheus Fernandes, 12/12/2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Ponte guerreira
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