Na próxima quarta-feira teremos o primeiro jogo da grande final alvinegra da Libertadores 2013.
De um lado o Olímpia, time 3 vezes campeāo do torneio, uma camisa que enverga o varal. Do outro o Clube Atlético Mineiro, que em 1992 venceu esse mesmo Olímpia na final do já extinto torneio Copa Conmebol. Os supersticiosos já têm no que se segurar.
O que vimos no último dia 10 foi um time pronto para ser campeāo do torneio mais importante das Américas. O Galo jogou como o Galo de 2012 e do início de 2013. Um futebol criativo, rápido e ofensivo armado pelo ótimo Cuca. O Atlético tem a melhor linha de frente do futebol brasileiro, ou Ronaldinho, Bernard, Jô e Tardelli, nāo sāo um quarteto de dar inveja a muitos clubes? Nāo esqueçamos de Guilherme e Luan, reservas de luxo, que foram fundamentais no decorrer da partida, o primeiro inclusive fez o gol que levou aos pênaltis.
O Atlético merece esse título, assim como o Olímpia, óbvio. Mas pelo futebol apresentado e pela reconstruçāo, futebolística e administrativa, que se iniciou em 2006, o Atlético merece um título de relevância que nāo vem desde 1992. A torcida ,uma das mais fanáticas do Brasil, também merece essa conquista. Uma torcida que tem no branco da camisa o amor, a paixāo e a esperança por conquistas. Mas que sofre, fica angustiada, chora, com sofrimento representado pelo preto na outra metade do manto.
Há muitas discussões sobre torcer por clubes brasileiros em competições contra estrangeiros. Máxima que deve ter ficado restrita nos dois últimos jogos do Galo no Independência. Quantos nāo devem ter ficado nervosos, assim como os atleticanos, no pênalti marcado no último minuto a favor do Tijuana e na disputa de pênaltis contra o NOB? Disputas vencidas pelo excelente goleiro Victor.
O Galo merece esse título, nāo é favorito, mas merece. Faltam dois passos para o Atlético Mineiro entrar na galeria de campeões da Libertadores. Se jogar o que pode, leva.
Matheus Fernandes, 14/07/2013
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