Com a ida de ''Tato" Martino ao Barcelona, pairou uma dúvida. Por que técnicos brasileiros nāo têm mercado na Europa como os jogadores? (Luxemburgo foi e nāo deu certo).
Algo que pode responde a essa pergunta é o fato de como os técnicos brasileiros armam seus times, uma mentalidade antiquada com a valorizaçāo de "edinhos" da vida, aqueles cabeças de área que chutam para onde a chuteira aponta. O padrāo de jogo e a tática europeia diferem e muito dos nossos.
A maioria dos clubes joga com a bola, com marcaçāo pressāo __ nāo só no ataque, pressionando a saída de bola __ , mas em todos os setores. Um futebol que é veloz, versátil e que nāo possui "xerifes". Futebol de qualidade hoje joga-se com a bola, ofensivamente e com jogadas e toques rápidos. No Brasil o Galo é um bom exemplo disso...
O jeito do técnico precisa renovar, se nāo o único mercado estrangeiro será o tal "mundo árabe" e países da Ásia. O futebol nesses lugares melhora com qualquer coisa que chegue.
Hoje técnicos que se parecem em um pouco com o jeito europeu de jogar, sāo curiosamente comandantes jovens de nosso país, Cuca, Dorival e Ney Franco. Citaria até o Cristovāo. Abel, Muricy, Luxemburgo, Joel Santana, estão, a meu ver, desgastados.
Quem já aprendeu a fórmula de futebol moderno foram os técnicos argentinos. Bielsa( no momento sem emprego),
Manuel Pellegrini( técnico do Man. City), Marcelo Simione( Atlético de Madrid) fazem sucesso por lá. Só lembrar do Villareal de Pellegrini, que em 2006 foi semifinalista da Champions, e do Málaga que chegou até as quartas do mais importante torneio de clubes esse ano, Simione há duas temporadas deu ao Atlético de Madrid o título da Liga Europa sobre o Bilbao do Bielsa. Tato é um mais novo desse time de argentinos na Europa, boa sorte a ele no Barça.
Matheus Fernandes, 25/07/2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário